Lençóis Maranhenses | Maranhão

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O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é um parque nacional localizado no estado do Maranhão, no nordeste do Brasil, a leste da Baía de São José, entre 02º19'-02º45''S e 42º44''43º29'W. uma área de terra baixa, plana, ocasionalmente inundada, coberta por grandes e discretas dunas de areia. Abrange cerca de 1.500 km2 (580 sq mi), e apesar da chuva abundante, suporta quase nenhuma vegetação. A área tornou-se um parque nacional em 2 de junho de 1981.

Lençóis Maranhenses | Maranhão
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Minas Gerais | Aspectos Geopolíticos do Estado de Minas Gerais

Minas Gerais | Aspectos Geopolíticos do Estado de Minas Gerais

Minas Gerais | Aspectos Geopolíticos do Estado de Minas GeraisGeografia do Estado de Minas Gerais – Área: 586.528,3 km². Relevo: planaltos com escarpas e depressão no centro. Ponto mais elevado: pico da Bandeira, na serra do Caparaó (2.889,8 m). Rios principais: das Velhas, Doce, Grande, Jequitinhonha, Mucuri, Paracatu, Paranaíba, Pardo, São Francisco. Vegetação: floresta tropical, a maior parte com faixa de cerrado a nordeste. Clima: tropical. Municípios mais populosos: Belo Horizonte (3.100.500), Contagem (670.380), Uberlândia (660.040), Juiz de Fora (550.120), Betim (430.300), Montes Claros (380.100), Ribeirão das Neves (340.680), Uberaba (310.900), Governador Valadares (290.650), Ipatinga (270.130) (2018). Hora local: a mesma. Habitante: mineiro.

População – 22.890.720 (est. 2018).

Belo Horizonte
Capital – Belo Horizonte. Habitante: belo-horizontino. População: 3.100.500 (est. 2018).

Maior estado do Sudeste e principal produtor de café e de leite do país, Minas Gerais (MG) expande, nos últimos anos, sua indústria, que suplanta a do Rio de Janeiro. Atualmente, fica atrás apenas de São Paulo nesse setor. Quase todo o território do estado se localiza em planaltos, com uma paisagem marcada por montanhas, vales e grutas. Sua principal atração turística é o patrimônio de arquitetura e arte colonial conservado em cidades históricas, como Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Sabará, São João del Rey e Diamantina, que prosperaram em virtude da extração de ouro no século XVIII. Em 1999, Diamantina é a segunda cidade mineira declarada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio histórico da humanidade. A primeira, Ouro Preto, recebeu o título em 1980. Nessa cidade fica o mais completo e bem conservado conjunto de obras de Aleijadinho, considerado o mais importante escultor brasileiro do período barroco. No entanto, a ocupação desordenada e uma série de incêndios em construções centenárias vêm degradando as cidades históricas. A culinária de Minas tem origem na cozinha dos tropeiros, baseada na carne de porco servida com feijão, couve, quiabo, milho ou mandioca.


Economia – A participação de Minas Gerais no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é de 9,7%. Sua economia diversificada tem como destaque a extração de minério de ferro, as plantações de café e a produção de veículos. A presença de montadoras de automóveis – Fiat, Mercedes-Benz, Iveco – atrai empresas de autopeças. Em razão disso, a indústria responde por 48,3% do PIB mineiro. Maior produtor brasileiro de minério de ferro, o estado explora ainda ouro e zinco. As importações mais significativas são de minerais não ferrosos, veículos e peças, carvão, fertilizantes e petroquímicos. Minas mantém também a liderança nacional na agropecuária, atividade que ocupa quase 70% de sua área e se concentra sobretudo no sul, no sudeste e no Triângulo Mineiro. O estado abriga, ainda, o terceiro rebanho bovino do Brasil, depois de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E é responsável por metade da safra brasileira de café, além de ser um dos maiores produtores de feijão e de milho. O setor de biotecnologia é um dos que mais crescem. As 75 empresas localizadas no estado faturam 550 milhões de reais por ano, com destaque para o polo de biotecnologia da região metropolitana de Belo Horizonte, o maior da América Latina.

Índices sociais – Minas Gerais ainda não conseguiu resolver o desequilíbrio social e econômico entre suas regiões. O sul concentra as indústrias e grande parte da atividade agrícola e apresenta indicadores sociais próximos aos do estado de São Paulo. Castigado pela seca, o norte é uma das áreas mais pobres do país, com precária rede de esgoto, alta taxa de mortalidade infantil e de analfabetos e baixa produtividade econômica. A renda per capita média do estado é de 12.780 reais e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de 0,795, equivalente ao de Mato Grosso do Sul.

História
As Minas Gerais começam a integrar-se à vida colonial no fim do século XVII, quando os bandeirantes paulistas descobrem as primeiras jazidas de ouro. Em pouco tempo, a região atrai grande número de portugueses, que, com seus escravos africanos, buscam lavras de ouro e diamante. À medida que cresce a produção, aumenta a fiscalização por parte da Coroa. Despontam conflitos pelo direito de exploração das minas, como a Guerra dos Emboabas – em que mineradores paulistas se opõem a comerciantes portugueses e a brasileiros de outras regiões –, e a Revolta de Vila Rica, cuja origem é a mesma da Inconfidência Mineira: uma reação à política fiscal de Portugal. Em meados do século XVIII, a mineração está no auge, e a sociedade mineira vive o esplendor do barroco. Logo depois começa o declínio, provocado pelo esgotamento dos veios e pela pesada tributação. Em 1789, a capitania deve à Coroa perto de 6 toneladas de ouro em quintos (impostos) atrasados. A cobrança excessiva de impostos alimenta movimentos favoráveis à independência, como a Inconfidência Mineira, na qual se destaca a figura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Após a independência, Minas começa a recuperar-se, graças à expansão cafeeira, sobretudo no sudoeste e próximo ao Vale do Paraíba. A província participa ativamente da vida política do Império. Com Rio de Janeiro e São Paulo, forma a base de apoio do governo imperial contra as revoltas provinciais durante a Regência. Na República, integra a política do café-com-leite, uma aliança em que as oligarquias paulista e mineira se revezam na Presidência. Quando São Paulo rompe o acordo, pressionado pela crise do café, Minas reage e, com o Rio Grande do Sul e estados do Nordeste, promove a Revolução de 1930, que põe fim à República Velha.

Participação política – Sempre dividida entre dois partidos tradicionais – Liberal e Conservador, no Império, Partido Social Democrático (PSD) e União Democrática Nacional (UDN), na República –, a elite do estado continua a intervir fortemente na vida política do Brasil. Há o Manifesto dos Mineiros, de 1943, contra o Estado Novo, a eleição de Juscelino Kubitschek para a Presidência da República, em 1955, e o apoio ao golpe militar de 1964. Até a década de 1960, porém, Minas Gerais permanece num plano secundário em relação ao desenvolvimento industrial do país, como grande fornecedora de insumos, caso do minério de ferro e dos produtos agrícolas. A partir dos anos 1970, com os incentivos fiscais dos governos federal e estadual, Minas amplia e diversifica sua base industrial, sobretudo nos setores têxtil, químico, siderúrgico, mecânico-metalúrgico e agroindustrial. É criado também um polo automobilístico na região metropolitana de Belo Horizonte.

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Distrito Federal (DF) | Brasília

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Distrito Federal (DF) | BrasíliaGeografia do Distrito Federal  – Área: 5.801,9 km². Relevo: planalto de topografias suaves. Ponto mais elevado: pico do Roncador, na serra do Sobradinho (1.341 m). Rios principais: Descoberto, Paranoá, Preto, São Bartolomeu. Vegetação: cerrado. Clima: tropical. Município mais populoso: Brasília (3.100.000). Hora local: a mesma. Habitante: brasiliense.

População– 3.100.000 (est. 2018).

Capital – Brasília. Habitante: brasiliense. População: 2.580.000 (est. 2018).

No Distrito Federal (DF) localiza-se Brasília, a capital do país e o centro do poder político da União. Dividido em 19 regiões administrativas, com cidades-satélites no entorno da capital, o Distrito Federal está encravado no estado de Goiás, no Planalto Central, a uma altitude média de 1,1 mil metros. Brasília abriga as sedes do Executivo federal (Palácio do Planalto) e do Poder Legislativo (Congresso Nacional, composto de Câmara dos Deputados e Senado Federal). Na capital ficam também as mais altas cortes judiciais do país, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), além dos ministérios, dos órgãos públicos e das embaixadas. Cidade projetada pelos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e inaugurada em 1960, Brasília tem a forma de um avião, com duas asas unidas por um eixo central.

Distrito Federal (DF) | Brasília
Economia – O setor de serviços responde por mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) do Distrito Federal, com quase dois terços dos recursos vindos da administração pública. A agropecuária, com menos de 1%, e a indústria, com cerca de 6%, têm a menor participação no PIB entre todas as unidades da Federação. Na indústria, destacam-se a da construção civil, a de transformação e a gráfica. A força do setor de serviços é ilustrada pelo fato de que a região, com apenas 5.801 quilômetros quadrados, mantém 291 agências bancárias. Esse número supera o de 15 estados brasileiros, sendo, por exemplo, o dobro do existente em Sergipe e nove vezes maior que o do Acre. Os medicamentos respondem por mais da metade das importações feitas pelo Distrito Federal. O motivo são as compras feitas pelo Ministério da Saúde para distribuição em todo o país. Drogas do coquetel anti-aids e vacinas, como as de prevenção de paralisia infantil e da hepatite, representam boa parte dos produtos trazidos do exterior. Por isso, o Distrito Federal apresenta déficit anual de mais de 500 milhões de dólares. Os investimentos do governo federal em tecnologia da informação e a chegada de grandes grupos de telecomunicações estimulam o surgimento de um polo de informática com mais de mil empresas em Brasília. Conhecida como cidade movida pelo funcionalismo público, a capital federal passa por transformações nos últimos anos, e, atualmente, o setor privado contrata mais funcionários que o governo.

Índices sociais – Após a explosão demográfica verificada em 1960 e 1970, o crescimento populacional do Distrito Federal decai nos últimos anos. Mesmo assim, na década de 1990, a população salta de 1,6 milhão para 2 milhões de habitantes, o que representa um crescimento de 2,8%, superado apenas pelos estados da Região Norte. O Distrito Federal ostenta o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e os melhores indicadores do país: cerca de 90% das casas com rede de esgoto, 96% com coleta de lixo e 89% com rede de água. Na área educacional, registra os melhores índices de escolaridade, com taxa de alfabetização de quase 95%. O peso do governo federal no PIB local contribui para que o Distrito Federal tenha também a maior renda per capita do Brasil. A concentração de renda, porém, é grande. O rendimento mensal do 1% mais rico atinge 40,7 mil reais, o maior do país. O Distrito Federal lidera ainda em número de telefones celulares por habitante: quase 90% da população possui um aparelho móvel. Por outro lado, o crescimento desenfreado tem gerado problemas de urbanização nas cidades-satélites, com aumento da criminalidade, redução da qualidade de vida e do transporte, desemprego e processo de formação de favelas.

Distrito Federal (DF) | Brasília
Brasília
Capital – Brasília é a principal atração do Distrito Federal. Em 1987, é declarada patrimônio cultural da humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em razão de seu valor arquitetônico e por ter sido a primeira cidade construída no século XX para ser uma capital. Brasília recebe constante afluxo de pessoas de todos os estados brasileiros e de outras nações. Atrai também místicos: muitos construíram, nas imediações da cidade, templos de diversas religiões. Essa diversidade cultural, que permite o encontro com estrangeiros de vários países, os mais diferentes sotaques, costumes e comidas típicas, é uma característica brasiliense marcante. Depois de fechado ao público por sete anos, o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, é reaberto em 2002 para visitação.

História
A ideia da transferência da capital do país para o interior é antiga. Os participantes da Conjuração Mineira, em 1789, acalentavam esse sonho. Logo após a independência, José Bonifácio apresenta à Assembleia Constituinte uma proposta de transferência da capital do Império do Rio de Janeiro para o interior do país. Uma capital com essa localização garantiria a ocupação de terras quase despovoadas e abriria novas frentes de desenvolvimento, além de ser menos vulnerável a ataques externos. Em 1877, o historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, defensor do projeto, viaja para o Planalto Central e indica a região ao ministro da Agricultura, Tomás Coelho. A ideia é incorporada pela Constituição republicana de 1891. No ano seguinte, o lugar para o novo Distrito Federal é demarcado. Em 1954, um trecho dessa área é escolhido para sediar a capital. Trinta mil operários constroem Brasília em 41 meses, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek. Com projeto urbanístico de Lúcio Costa e arquitetônico de Oscar Niemeyer, a nova capital é inaugurada em 21 de abril de 1960, data escolhida em homenagem a Tiradentes. No ano de fundação, a cidade já conta com 150 mil habitantes. No Plano Piloto, moram funcionários públicos. Nas cidades-satélites, estão os candangos – como são chamados os operários migrantes, a maioria nordestinos, que trabalharam na construção da capital. A população aumenta rapidamente à medida que a estrutura político-administrativa do governo federal se transfere para lá. Em 30 anos, o Distrito Federal alcança 1,6 milhão de habitantes, uma das mais altas taxas de crescimento demográfico do país. Em 1988, com a nova Constituição, ganha plena autonomia e passa a eleger seu governador e seus parlamentares.

Regiões administrativas – O Distrito Federal constitui uma unidade atípica na federação: não é um estado nem possui municípios. Consiste em um território autônomo, dividido em regiões administrativas. Exceto Brasília, capital federal e sede do governo do Distrito Federal, as demais regiões administrativas são conhecidas como cidades-satélites, com certa autonomia administrativa. Em 1961 criam-se as primeiras subprefeituras: Planaltina, Taguatinga, Sobradinho, Gama, Paranoá, Brazlândia e Núcleo Bandeirante. Em 1964 são substituídas por regiões administrativas. Surgem mais quatro dessas unidades em 1989: Ceilândia, Guará, Cruzeiro e Samambaia. Em 1993, acrescentam-se outras quatro: Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas e Riacho Fundo. As três últimas regiões administrativas são criadas em 1994: Lago Sul, Lago Norte e Candangolândia.

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Acre | Aspectos Geopolíticos do Estado do Acre

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Geografia do Acre
Área: 152.581,4 km².
Relevo: depressão na maior parte do território e planície estreita a norte.
Ponto mais elevado: serra do Divisor ou de Conta (609 m).
Rios principais: Acre, Envira, Juruá, Purus, Tarauacá.
Vegetação: floresta Amazônica.
Clima: equatorial.
Municípios mais populosos: Rio Branco (420.500), Cruzeiro do Sul (89.600), Sena Madureira (35.700), Feijó (32.700), Tarauacá (28.200), Senador Guiomard (22.800), Brasiléia (19.300), Plácido de Castro (17.601), Epitaciolândia (13.650), Mâncio Lima (13.420) (2012).
Hora local: -2h.
Habitante: acreano.

População do Acre – 760.600 (2018)

Capital – Rio Branco. Habitante: rio-branquense. População: 420.500 (est. 2018).

O Acre (AC) é o estado da Região Norte situado mais a oeste. Com duas horas a menos em relação ao fuso horário de Brasília (DF), nele se localiza o último povoamento do Brasil a ver o sol nascer, na serra da Moa, na divisa com o Peru. A intensa atividade extrativista, que atinge o auge no século passado, atrai brasileiros de várias regiões para o estado. Da mistura de tradições de sulistas, paulistas, nordestinos e índios surgiu uma culinária diversificada, que junta a carne-de-sol com o pirarucu, peixe típico da região, e pratos regados com molho tucupi, feito de mandioca. O transporte fluvial, concentrado nos rios Juruá, Tarauacá, Envira e Moa, é o principal meio de circulação, sobretudo entre novembro e junho, quando as chuvas deixam intransitável a BR-364, rodovia que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul.

Rio Branco | Capital do Acre
Rio Branco | Capital do Acre
Meio ambiente – O Acre é o estado-símbolo da luta pela preservação da floresta Amazônica e pelo desenvolvimento sustentável, sobretudo após a morte de Chico Mendes, ambientalista e líder sindical dos seringueiros, assassinado em 22 de dezembro de 1988.Os seringueiros de Xapuri, terra de Chico Mendes, obtêm em março de 2002 o selo verde, concedido pelo Conselho de Manejo Florestal – FSC (sigla em inglês), atestando que a exploração da madeira da floresta é feita segundo padrões ambientalmente corretos. O selo do FSC, organização não-governamental com sede no México, é considerado a certificação florestal mais importante do mundo. A madeira com o selo triplica de valor e pode ser comercializada no nascente pólo moveleiro de Xapuri. Outros produtos da floresta são também comercializados, como o açaí – fruto de uma palmeira –, o óleo da copaíba e a folha da pimenta-longa, matéria-prima para a indústria de cosméticos. Os índios iauanauás, da região de Tarauacá, vendem urucum para indústrias de cosméticos dos Estados Unidos. No entanto, o modelo econômico sustentado na biodiversidade ainda corre risco, porque o desmatamento das regiões de floresta chega a atingir 60% em algumas áreas.

Mapa do Estado do Acre

Economia – O Produto Interno Bruto (PIB) do Acre provém, sobretudo, do setor de serviços, que contribui com 69,8% da riqueza do estado. A indústria responde por 24,6% e a agropecuária, por 5,7% do PIB. O estado é o segundo maior produtor de borracha do país, atrás apenas do Amazonas. O Acre pode ser dividido em dois grandes polos: o vale do rio Juruá, cujo centro se localiza na cidade de Cruzeiro do Sul, no noroeste do estado, e o vale do rio Acre, com sede na capital, Rio Branco, no sudeste.No vale do Juruá reside cerca de 30% da população, a maioria na zona rural. A região é bem preservada e abriga a Reserva Extrativista do Alto Juruá – a área mais rica em biodiversidade do planeta – e o Parque Nacional da Serra do Divisor. Mais industrializado e com agricultura mais produtiva, o vale do rio Acre responde pela maior parte da borracha e dos alimentos produzidos no estado, com destaque para as culturas de mandioca, arroz, milho e frutas.

Índices sociais – Os indicadores de saúde do Acre são preocupantes. A mortalidade infantil é a mais elevada da Região Norte: 33,2 crianças em cada mil nascidas vivas morrem antes de completar 1 ano. Em torno 64% das casas não têm abastecimento de água nem fossa séptica; quase metade não possui coleta de lixo.

História do Acre
Único estado compreendido no quinto fuso horário em relação a Greenwich, o Acre é a última grande área a ser incorporada ao Brasil. Pelos acordos de limites do período colonial, confirmados no Império, esse território pertencia à Bolívia, sendo uma pequena parte dele reivindicada pelo Peru. As entradas constantes de sertanistas brasileiros na região forçam a assinatura de novo acordo entre o Brasil e a Bolívia. Em 1867 é firmado o Tratado de Ayacucho, que fixa a fronteira entre os dois países na confluência dos rios Beni e Mamoré. Mas ainda era uma linha demarcatória imprecisa. Dez anos depois, em 1877, há uma grande seca no Nordeste. Fugindo dela, milhares de nordestinos, especialmente cearenses, emigram para a região Amazônica. Atraídos pela borracha, fixam-se na área mais ou menos correspondente ao atual estado do Acre. As autoridades bolivianas reagem ao que consideram invasão de seu território e, como medida para reconquistá-lo, fundam, em 1899, uma sede administrativa para o recolhimento de impostos: Puerto Alonso, mais tarde chamada Porto Acre. Como a medida não traz os resultados esperados, a Bolívia entrega o Acre a um poderoso grupo norte-americano para formar o que se chamou Bolivian Syndicate, em 1901, com o objetivo de desenvolver economicamente a região e em seguida reintegrá-la politicamente. Os brasileiros organizam rebeliões armadas e garantem sua permanência. A mais conhecida revolta é liderada pelo agrimensor gaúcho José Plácido de Castro, que reúne, em 1902, algumas dezenas de seringueiros e ocupa a vila de Xapuri. Suas tropas, alguns meses depois apoiadas pelo governo brasileiro, apoderam-se de Puerto Alonso, e Plácido de Castro proclama a independência da região. A disputa só termina em 1903, com o Tratado de Petrópolis, assinado entre Brasil e Bolívia. O Brasil compra a região dos bolivianos por 2 milhões de libras esterlinas e compromete-se a construir a ferrovia Madeira-Mamoré, que liga Guajará-Mirim a Porto Velho, em Rondônia, para dar saída aos produtos bolivianos pelo Atlântico. Houve resistência na Bolívia contra o tratado, além de conflitos com o Peru, que reivindicava direitos sobre o território.

Transformação em estado – No ano de 1904, o Acre torna-se território federal dividido em três departamentos: Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruás, cujos prefeitos são nomeados pelo governo federal. O declínio da exportação da borracha, causado pelo surgimento de grandes plantações de seringueira na Ásia, e a estagnação econômica que se segue levam à intensificação da exploração madeireira, com a devastação de consideráveis áreas de floresta Amazônica.O território retoma o crescimento econômico somente nos anos 1940 e 1950, sustentado principalmente pelos recursos da União. No governo do presidente João Goulart, em 1962, com pouco mais de 200 mil habitantes, o Acre é elevado à condição de estado, ao atingir o nível de arrecadação fiscal exigido para essa transformação, conforme a Constituição de 1946.A borracha, pivô da crise com a Bolívia no fim do século XIX e princípio do XX, continua como principal produto na pauta de exportação do estado, embora em decadência. No período do milagre econômico, entre os anos 1960 e 1970, o Acre investe principalmente em extrativismo e agropecuária, o que atrai novas correntes de migrantes.

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