A POPULAÇÃO MUNDIAL NA ATUALIDADE

O ritmo de crescimento da população mundial vem diminuindo. Na metade dos anos 1990, ela aumentava 82 milhões por ano. Em 2011, com 7 bilhões de pessoas, são 69 milhões a mais cada ano. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050 a Terra terá 9,3 bilhões de habitantes, crescendo a um ritmo anual de 0,34%, bem inferior ao atual 1,1%. Os fatores principais dessa desaceleração são a redução no número de filhos por mulher e o aumento da mortalidade nos países mais afetados pela aids. A China é a nação mais populosa do mundo mas, como tem um forte política de controle da natalidade, deverá ser ultrapassada pela Índia em 2025.

Taxa de Fecundidade – Desde 1950, as taxas de fecundidade diminuem no mundo todo. Essa taxa expressa o número de filhos que uma mulher tem no decorrer da vida. A média atual é de 2,69 filhos por mulher. Para que a população fique estável, é preciso que ela caia para 2,1, pois os dois filhos do casal substituem os pais e a fração 0,1 compensa as crianças que morrem antes de atingir a idade reprodutiva. É a chamada taxa de reposição populacional. O desejo de ter menos filhos está ligado, em geral, a uma busca de melhores condições de vida, especialmente para os que vivem em cidades. No campo, nas regiões onde ainda domina a economia de subsistência, um grande número de filhos pode significar mais mão de obra e maior capacidade de produção. Nas cidades, a renda dividida entre um número menor de pessoas aumenta a possibilidade de que haja recursos para investir em educação, saúde e lazer, por exemplo. Atualmente, cerca de 61% das mulheres, entre 15 e 49 anos, casadas ou com união estável, utilizam recursos para impedir a gravidez. Esse índice é bem menor nos países africanos: apenas 27% das mulheres usam métodos contraceptivos.

Ricos e pobres – Enquanto a população dos países ricos cresce pouco – 0,25% ao ano –, a das nações em desenvolvimento aumenta seis vezes mais rápido – 1,46% ao ano. Essa disparidade se deve sobretudo às taxas de fecundidade. Os países desenvolvidos mantêm essas taxas abaixo do nível de reposição há mais de 30 anos. Na Itália, na Espanha, em Portugal e na maioria dos países do Leste Europeu, a taxa é inferior a 1,5 filhos por mulher. Assim, em 19 nações européias a população está diminuindo.

Nas nações em desenvolvimento a população deverá aumentar até 2050. Desde a década de 1970, grande parte destas nações vem reduzindo sua taxa de fecundidade. A ONU estima que ela caia para menos de 2,1 crianças por mulher até meados do século. No entanto, algumas das nações mais pobres não iniciaram o processo de redução da natalidade.

A África apresenta a maior taxa de crescimento populacional. Outra área de grande crescimento é o oeste da Ásia. Na América do Norte, apesar da taxa de fecundidade estar abaixo do nível de reposição populacional, a população ainda cresce – cerca de 1% ao ano. Esse incremento anual decorre da imigração.

Transição demográfica – O processo conhecido como transição demográfica se caracteriza pelo declínio da mortalidade, seguido pelo da fecundidade. Com as pessoas vivendo por mais tempo e menos crianças nascendo, a proporção de idosos no conjunto da população aumenta a cada ano . As causas do declínio da mortalidade são melhorias em saneamento, tratamento de água e alimentação e o maior acesso aos serviços de educação e saúde. E o da fertilidade decorre do uso de métodos anticoncepcionais.

Envelhecimento da população – A expectativa de vida no instante do nascimento aumentou em mais de 20 anos nas últimas cinco décadas. Apesar de ser uma tendência global, nas nações desenvolvidas as pessoas vivem mais do que nas nações em desenvolvimento. O Japão e a Suécia têm as maiores expectativas de vida, que ultrapassam 80 anos. Em nações como Zâmbia e Zimbábue, no entanto, as pessoas vivem menos de 35 anos. Esse quadro esboça um futuro preocupante. Nas regiões pobres, o grande número de jovens torna a criação de empregos um grande desafio. Nos países ricos, faltam jovens para sustentar a crescente população de idosos.

7 bilhões em Novembro de 2011
Em 1° de Novembro de 2011 mundo conta com mais de sete bilhões de seres humanos. A China tem a maior população, com 1,35 bilhão de habitantes, seguida pela Índia, com 1,24 bilhão. No total, a Ásia representa 4,2 bilhões de habitantes e deve atingir 5,2 bilhões em 2052, antes de iniciar uma redução progressiva. Mas o aumento mais expressivo acontece na África, onde a população superou um bilhão em 2009 e deve atingir dois bilhões em 2044.

Nos países mais pobres, os governos enfrentarão as dificuldades dos jovens para encontrar empregos. Além do aquecimento global, da seca e da explosão descontrolada das megalópoles, adverte o UNFPA.

Sete bilhões de pessoas precisam de alimentos, energia, ofertas de empregos e educação, direitos e liberdade, liberdade de expressão, liberdade de poder educar seus filhos em paz e segurança.

Ao ritmo de dois nascimentos por segundo, o UNFPA prevê que a população continuará aumentando e alcançará 9,3 bilhões em 2050, antes de superar 10 bilhões até o fim do século. Até 2025, a Índia será o país de maior população, à frente da China, com 1,5 bilhão de habitantes.