A QUALIDADE DE VIDA NO MUNDO ATUAL

A conquista do bem-estar para todos – como o direito a uma existência longa e saudável e a uma qualidade de vida compatível com as aquisições científicas e tecnológicas da humanidade – continua sendo uma meta distante. Dos 5,2 bilhões de indivíduos que vivem nos países em desenvolvimento: 1,1 bilhão sobrevivem com menos de 1 dólar por dia; 2,4 bilhões vivem sem saneamento básico; 798 milhões são subnutridos e 847 milhões são analfabetos.

Índice de Desenvolvimento Humano – Para comparar a qualidade de vida de diferentes populações, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) criou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Trata-se de uma média que leva em conta três fatores: o Produto Interno Bruto (PIB) per capita (calculado com base na paridade de poder de compra – PPC); o grau de escolaridade; a expectativa de vida.O IDH varia de 0 a 1. Quanto mais se aproxima de 1, maior é o bem-estar. Países ricos têm IDH próximo de 1; nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento, mais perto de 0. Em 2004, os países com IDH mais elevado são Noruega, Suécia, Austrália, Canadá e Holanda. E os de menor IDH são, Serra Leoa, Níger, Burkina Fasso, Mali e Burundi. O Brasil fica em 72º lugar em um ranking de 177 nações.

Metas para o Desenvolvimento no Milênio – Em 2000, 189 países se comprometeram, por meio da Declaração do Milênio, a colaborar para combater a pobreza; promover a educação e a saúde; e garantir o desenvolvimento sustentável no mundo. Dessa declaração, surgiram as Metas para o Desenvolvimento no Milênio, uma porção de objetivos concretos a serem alcançados até 2015. São eles: 1) reduzir à metade o número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia e que passam fome; 2) atingir a educação primária universal; 3) eliminar a desigualdade entre homens e mulheres na educação; 4) reduzir a mortalidade infantil em dois terços; 5) reduzir em três quartos a mortalidade materna; 6) estancar o crescimento da aids, da malária e de outras doenças; 7) reduzir à metade a proporção de pessoas sem acesso a saneamento básico e água potável e melhorar a vida de pelo menos 100 milhões de moradores de favelas; 8) desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento, incluindo ações como reduzir a dívida e aumentar a ajuda financeira, o comércio e a transferência de tecnologia para os países pobres.

Segundo o Banco Mundial, caso o grau de desenvolvimento siga o ritmo atual, apenas as metas de redução da pobreza e da fome têm chances reais de serem cumpridas de forma global até 2015, graças, sobretudo, aos avanços da China e da Índia. A África Subsaariana, entretanto, não conseguirá cumprir nenhuma das metas propostas.