ALGARVE - PORTUGAL

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Algarve
O nome Algarve vem do árabe al-Rharz, "país do poente", denominação dada pelos mouros. Antiga província de Portugal, corresponde hoje ao distrito de Faro. Situa-se no extremo sul do país, limitando-se ao norte com o Baixo Alentejo, a leste com a Espanha, a oeste e ao sul com o oceano Atlântico. É uma região bastante diferenciada das demais, por suas fronteiras precisas: o rio Guadiana a separa do território espanhol, as ribeiras e as serras (de Monchique, do Caldeirão) do Alentejo.

Terra de encantos muito peculiares, geográficos e históricos, o Algarve, arduamente conquistado aos mouros, é uma das regiões de Portugal mais procuradas pelos turistas.

O Algarve parece um anfiteatro voltado para o mar e para a costa da África. Do promontório de Sagres, o infante D. Henrique sonhou com os descobrimentos e fez daquela ponta um centro de estudos náuticos, cartográficos e cosmológicos. Devem ter sido algarvios os tripulantes das primeiras caravelas que saíram dali para o mundo desconhecido.

O Algarve é uma região essencialmente marítima. Tem clima mediterrâneo, subtropical, de poucas chuvas, apenas hibernais. No verão, seus rios e ribeirais às vezes secam. A vegetação reflete essas condições. Nas proximidades da fronteira alentejana o sobreiro prepondera. No sul, a alfarrobeira, a figueira, a amendoeira são as árvores mais comuns. As amendoeiras em flor, na primavera, são uma das grandes atrações da região. As propriedades agrícolas maiores ficam ao norte, mas as menores, na costa, são as mais prósperas. Graças à irrigação, o solo é intensamente aproveitado na fruticultura e horticultura. Predominam os frutos secos (amêndoas, figos, nozes, pinhões), mas na área de Faro, capital do distrito homônimo, a videira representa uma das atividades econômicas principais, ao lado da pesca (de atum e sardinha principalmente) e do beneficiamento da cortiça. Há também, nas áreas montanhosas do norte, as plantações de cereais, os castanheiros e as oliveiras, além da criação de ovelhas, cabritos, asnos.

O Algarve foi um reino mourisco que, entre os séculos VIII e XIII, abrangia parte do litoral de Marrocos. No final desse período, constituiu o último reduto da resistência árabe em Portugal e foi retomado graças aos esforços de Afonso III em 1252. Por isso se mantêm até hoje traços característicos da arte muçulmana na arquitetura local, no recorte caprichoso de suas chaminés, na clara e austera beleza do casario -- também marcantemente mediterrâneo. Terra de sol e brancura, o Algarve tem componentes folclóricos famosos, como as rendas e redes de Lagos ou de Olhão, as esteiras de esparto, a irresistível culinária de frutos do mar, de favas e de pães.

De terrenos nada propícios à extração mineral, o Algarve tem por maior riqueza seu significado histórico. Os atrativos da natureza e as peculiaridades culturais de seu povo fazem hoje dessa pequena faixa de terra um importante centro turístico. As estradas são boas e, em algumas delas, especialmente na serra de Monchique, as principais elevações foram dotadas de mirantes a 500, 700m de altitude. Na Fóia, onde se acha a grande antena de televisão do Algarve, há um desses mirantes a mais de 900m de altura. Diz-se que o panorama que se tem dali é um dos mais vastos do planeta.