ANTUÉRPIA, CIDADE BÉLGICA

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Antuérpia (em flamengo, Antwerpen; em francês Anvers), capital da província do mesmo nome, situa-se às margens do rio Escalda, no centro de vasta planície aluvial. O clima é do tipo temperado oceânico, com chuvas distribuídas por todo o ano, invernos pouco rigorosos e verões amenos. Seu núcleo principal localiza-se na margem leste do Escalda. Não há pontes que cruzem o rio, mas a ligação é feita por dois túneis, um para pedestres e outro para veículos.

Segunda cidade da Bélgica e principal centro de comércio do país, Antuérpia teve história atribulada, como palco de muitas disputas, além de alcançar grande projeção como importante pólo cultural e artístico.

A cidade concentra cinqüenta por cento da população total de sua província. A maioria dos habitantes compõe-se de belgas de língua flamenga, embora também sejam falados o francês e o holandês. Existem importantes minorias de holandeses, marroquinos, espanhóis, franceses e alemães.

Seu porto é o maior da Bélgica e o terceiro da Europa, logo após os de Rotterdam e Londres. Por ele circula grande parte da atividade comercial da Comunidade Econômica Européia. Em torno do porto desenvolveu-se uma área industrial, com estaleiros, montadoras de automóveis, uma grande refinaria, indústrias químicas e alimentícias. A lapidação de diamantes, cuja tradição remonta ao século XVI, é a mais importante indústria local.

História
A origem do nome da cidade e a data de sua fundação são desconhecidas. Nos séculos VIII e IX, há referências a ela como centro de comércio. No século XI era sede de um marquesado. Com o declínio de Bruges, em fins do século XV, as guildas e os bancos transferiram-se para Antuérpia, que logo se tornou o principal porto e centro de comércio do noroeste europeu. Em 1460 fundou-se ali a primeira bolsa de valores da Europa e, por volta de 1560, apogeu de sua prosperidade, Antuérpia superava Veneza como principal pólo do comércio europeu.

Em 1576, em decorrência dos distúrbios religiosos que abalaram a Europa, a cidade foi saqueada pelos espanhóis, que massacraram milhares de habitantes e destruíram muitas casas. Outras manifestações ocorreram, até que em 1648 o fechamento do Escalda à navegação acarretou o rápido declínio de Antuérpia. A partir de 1795, sob o domínio de Napoleão, a cidade prosperou, com a construção de docas e um arsenal de marinha, para ali estabelecer o principal porto militar do império. Seguiu-se a ocupação holandesa, até 1832. Durante a primeira guerra mundial, o governo belga transferiu-se para Antuérpia, que em 1914 foi ocupada pelos alemães. Com a segunda guerra mundial, deu-se nova ocupação alemã, até 1944. A partir daí, a cidade voltou a prosperar, como um dos maiores portos do mundo.

Monumentos
Entre suas obras arquitetônicas destaca-se a catedral de Nossa Senhora, maior e um dos mais belos monumentos góticos do país, com uma torre de 123m e obras de Rubens no interior. Renascentistas são o paço municipal, a igreja de São Tiago, onde se acha o túmulo de Rubens, as igrejas de São Paulo e Santo Agostinho, com obras de Rubens, Van Dyck e outros artistas. Entre os numerosos museus, destacam-se o Museu Real de Belas-Artes e o Museu Plantin-Moretus. Outros pontos de interesse turístico são a casa de Rubens e o mais completo jardim zoológico do país. Antuérpia possui duas universidades, escolas de engenharia, navegação e lapidação de diamantes, uma academia de música, institutos de belas-artes e arquitetura.