CULTURA ARAUCANA NO CHILE

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Unidos mais por vínculos lingüísticos que por homogeneidade étnica, os araucanos ocuparam, nos tempos pré-colombianos, os vales e as áreas férteis do centro do Chile, de Coquimbo, ao norte, à ilha de Chiloé, ao sul, embora sua influência se estendesse até a atual região de Buenos Aires. A sociedade araucana era estruturada em grupos tribais unidos por laços de consangüinidade e governados por caciques.

Habitantes do território hoje correspondente ao Chile, os araucanos, que receberam esse nome dos conquistadores espanhóis no século XVI, foram um dos povos ameríndios que por mais tempo conservaram sua independência.

As principais tribos eram as dos picunches, mapuches, huiliches e pehuenches. Esses povos, que habitavam regiões compreendidas na área de influência cultural do império inca, baseavam sua economia no cultivo de milho, batata, feijão e outros vegetais, assim como na caça, praticada com arco e flecha, e na pesca. Nos trabalhos agrícolas, de caráter comunitário, desenvolveram apuradas técnicas de irrigação. Domesticavam lhamas, alpacas e vicunhas. Sua cerâmica era tosca.

Depois de se baterem contra os colonizadores espanhóis e mais tarde contra as forças do governo do Chile, que se tornara independente em 1818, os araucanos foram vencidos e trasladados para reservas situadas no sul do país. Suas antigas terras foram entregues, para colonização, a imigrantes alemães, franceses e suíços. Mais de 250.000 índios araucanos vivem atualmente no Chile e na Argentina, mas sua cultura tende a degradar-se progressivamente.