SAHEL, SAHEL AFRICANO

O Sahel africano (do árabe ساحل sahil, que significa “costa” ou “fronteira”) é a região da África situada entre o deserto do Sahara e as terras mais férteis a sul, que forma um corredor quase ininterrupto do Atlântico ao Mar Vermelho, numa largura que ocila entre 500 e 700 km.

Normalmente, incluem-se no Sahel o Senegal, a Mauritânia, o Mali, o Burkina Faso, o Níger, a parte norte da Nigéria, o Chade, o Sudão, a Etiópia, a Eritreia, o Djibouti e a Somália. Por vezes, usa-se este termo para designar os países da África ocidental, para os quais existe um complexo sistema de estudo da precipitação.

O termo foi cunhado para designar uma região fitogeográfica, dominada por vegetação de estepes, que recebe uma precipitação entre 150 e 500 mm por ano. Pode, portanto pensar-se que a agricultura no Sahel está condenada ao fracasso mas, ao contrário, ela é protegida por uma “cintura verde” constituída por uma flora altamente diversificada, que – por não ter sido usada pelo homem - a protege dos ventos do Sahara.

No entanto, o Sahel tem sido palco de longos períodos de seca que, por exemplo, em 1968-1974 levaram a uma situação de fome nos países da região, o que levou à fundação do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, uma agência das Nações Unidas.

O Sahel é uma área de tensões permantes por causa do crescimento demográfico galopante e as rivalidades tribais.
Ao longo da História da África, o Sahel assistiu à sucessão de alguns dos mais avançados reinos africanos, que beneficiaram do comércio através do deserto, conhecidos como Reinos Sahelianos.