Classificação Climática de Köppen e de Strahler

Classificação Climática de Köppen e de Strahler

A classificação climática procura definir os limites geográficos dos diferentes tipos de clima. As inúmeras variações no clima de local para local, determinadas pelas diferentes combinações dos processos atmosféricos, produzem, correspondentemente, um grande número de tipos climáticos. Como ferramentas científicas fundamentais, as classificações climáticas possuem três objetivos que se inter-relacionam: ordenar grande quantidade de informações; facilitar a rápida recuperação e facilitar a comunicação. Entre elas, as propostas mais utilizadas tem sido a de Köppen e a de Sthraler.

Classificação de KöppenClassificação de Köppen

A classificação de Köppen baseia-se fundamentalmente na temperatura, na precipitação e na distribuição de valores de temperatura e precipitação durante as estações do ano. A classificação climática de Köppen-Geiger divide os climas em 5 grandes grupos (“A”, “B”, “C”, “D”, “E”) e diversos tipos e subtipos. Cada clima é representado por um conjunto variável de letras (com 2 ou 3 caracteres) com a seguinte significação: Primeira letra: — uma maiúscula (“A”, “B”, “C”, “D”, “E”) que denota a característica geral do clima de uma região, constituindo o indicador do grupo climático (em grandes linhas, os climas mundiais escalonam-se de “A” a “E”, indo do Equador aos polos); Segunda letra: — uma minúscula, que estabelece o tipo de clima dentro do grupo, e denotam as particularidades do regime pluviométrico, isto é a quantidade e distribuição da precipitação (apenas utilizada caso a primeira letra seja “A”, “C” ou “D”). Nos grupos cuja primeira letra seja “B” ou “E”, a segunda letra é também uma maiúscula, denotando a quantidade da precipitação total anual (no caso “B”) ou a temperatura média anual do ar (no caso “E”); Terceira letra: — minúscula, denotando a temperatura média mensal do ar dos meses mais quentes (nos casos em que a primeira letra seja “C” ou “D”) ou a temperatura média anual do ar (no caso da primeira letra ser “B”).

Classificação de Strahler adaptada para o Brasil


1 - Clima Equatorial - Abrange a Amazônia, e se caracteriza por um clima equatorial continental, quase todo o ano. Em algumas porções litorâneas da Amazônia, há alguma influência da massa equatorial atlântica, que algumas vezes (no inverno) conduz a frente fria, atingindo o sul e o sudeste da região. Embora as massas de ar sejam em geral secas, a mEc é úmida por sua localização estar sobre uma área com rios caudalosos e com cobertura da Floresta Amazônica, que possui grande umidade pela transpiração dos vegetais. Portanto, é um clima úmido e quente.

2 - Clima tropical úmido/ e seco - Abrange os estados de Minas Gerais e Goiás, parte de São Paulo, Mato Grosso do Sul, parte da Bahia, do Maranhão, do Piauí e do Ceará. É um clima tropical típico, quente e semi-úmido, com uma estação chuvosa (verão) e outra seca (inverno).

3 - Clima tropical semi-árido - Abrange o Sertão do Nordeste, sendo um clima tropical próximo ao árido com médias anuais de pluviosidade inferior a 1000mm. As chuvas concentram-se num período de 3 meses. No Sertão Nordestino, é uma espécie de encontro de quatro sistemas atmosféricos oriundos das massas de ar mEc, mTa, mEa, mPa.

4 - Clima tropical litorâneo - Abrange parte do território brasileiro próximo ao litoral. A massa de ar que exerce maior influência nesse clima é a tropical atlântica (mTa). Pode ser notado em duas principais estações: verão (chuvoso) e inverno (menos chuvoso), com médias térmicas e índices pluviométricos elevados; é um clima quente e úmido.

5 - Clima subtropical úmido - Abrange o Brasil Meridional, porção localizada ao sul do Trópico de Capricórnio, com predominância da massa tropical atlântica, que provoca chuvas fortes. No inverno, tem frequência de penetração de frente polar, dando origem às chuvas frontais com precipitações devidas ao encontro da massa quente com a fria, onde ocorre a condensação do vapor de água atmosférico. O índice médio anual de pluviosidade é elevado e as chuvas são bem distribuídas durante todo o ano, fazendo com que não exista a estação da seca.